Amigos,
Apresento-lhes, hoje, oportunidade de escolher o nome da entidade! Alguns foram sugeridos, até mesmo informalmente, mas esbarraram com a existência de entidades com eles já nomeadas! Assim, somente dois resistiram a essa primeira fase!
São duas as opções:
1) Instituto Satyagraha; e
2) Instituto Policarpo Quaresma.
A primeira opção foi fornecida por Vania Mara Welte e a segunda por Marco Antonio Pivetta. Neste email, também, apresento breves justificativas para ambos os nomes. No entanto, começo a apresentação pelo nome 'Satyagraha' por já ter difundido o nome 'Policarpo Quaresma' no email anterior, ressalvando que, nesta mensagem, há uma justificativa adicional pelo apresentador do nome! Tal ordem busca a justa medida, facilitando a exposição equilibrada; tudo em prol de sua melhor decisão, afinal de contas, queremos que você participe efetivamente, como puder, como quiser!
Peço que esta resposta seja dada com urgência, dado o adiantado da data!
Um abraço fraternal, e boa inspiração para todos! Nesta votação, que todos nós sejamos vencedores!!!
Ômar. (Sat, 30 Aug 2008 16:35:13 -0300)
1) INSTITUTO SATYAGRAHA:
Justificação feita por mim, Ômar, considerando a momentânea indisponibilidade de Vania:
Antes de analisarmos a significação do nome em si, acho bastante importante considerar o que está associado a ele! O que e quem: uma nova ordem harmônica baseada em trabalho efetivo e pacífico de forte cunho nacional e espiritualista; ordem essa apresentada e conquistada em boa parte por Mahatma Ghandi, conduzindo a uma unificação nacional!
Apesar de o trabalho ter mostrado frutos na unificação da Índia, ainda que não-eliminada a violência que culminou com a morte do líder, era voltado ao aprimoramento do homem na busca da verdade essencial existente em nossos corações e nossas mentes! O desafio é encontrarmos dentro de nós e não fora; uma vez conquistada essa capacidade, a ordem harmônica é uma conseqüência!
Da mesma forma como defendi a outra proposta, só que em outras palavras, o ideal posto em prática por Ghandi não é vinculado a uma nação em si, pois os grandes mestres não tem verdadeiramente uma nacionalidade, mas sim humanidade! Mesmo porque, creio, sonham com um mundo sem fronteiras, uma nação global, onde possamos nos enxergar como os irmãos que somos! E este nome tem a vantagem de ser reconhecido universalmente como sinônimo de paz e trabalho!
Apresento, agora, uma breve definição do termo e do movimento a ele associado, encontrada no site Wikipedia:
Satyagraha é um têrmo sânscrito composto por duas palavras nesta língua: Satya, que pode ser traduzida como verdade; e agraha que pode ser traduzida como busca. Assim pode-se entender satyagrah como a 'busca da verdade', o 'insistir pela verdade'.
Este termo, um dos principais ensinamentos do indiano Mahatma Ghandi, designa o princípio da não-agressão, uma forma não-violenta de protesto. Esta não deve ser confundida com uma adesão à passividade, é uma forma de ativismo que muitas vezes implica a desobediência civil.
Quando Gandhi desenvolveu sua filosofia de não-violência, ele não encontrava uma palavra adequada para defini-la em inglês, então decidiu usar esta palavra sânscrita, satyagraha.
No contexto do movimento da Índia em busca da independência, o 'satyagrahi' ('aquele que pratica a 'satyagraha') é a pessoa que, após ter procurado a verdade em espírito de paz e benevolência, e tendo compreendido tal verdade em termos de um mal ou um erro a ser corrigido, afirma a sua verdade em confronto aberto com o mal através da prática da não violência , já que a utilização da violência resultaria precisamente de uma percepção distorcida da verdade. Em seu ato de resistência bem intencionado, o 'satyagrahi' sempre informa seu adversário sobre suas intenções e evita sistematicamente a prática de ocultar estratégias de combate que lhe possam ser vantajosas. Pensada nesses termos, a 'satyagraha' é menos um ato de desafio com vistas à conquista do que uma tentativa de conversão que deveria, idealmente, ter como resultado nem a vitória e nem a derrota de cada uma das partes conflitantes, mas antes uma nova ordem harmônica.
2) INSTITUTO POLICARPO QUARESMA:
Justificação feita por Marco Pivetta:
Muitas vezes um mesmo texto lido em diferentes contextos, conduz a diferentes conclusões. Melhor refletindo sobre a obra e Lima Barreto, nos dias de hoje, percebi o quão especial e emblemático poderia ser esse nome.
O primeiro ponto favorável é que o personagem tenta resgatar ou mesmo criar uma identidade tipicamente brasileira. Esse é um ponto muito interessante para o Instituto.
O segundo ponto interessante é que Lima Barreto foi perspicaz. Será mesmo que todo aquele que tenta obter objetivos nobres está fadado a ser massacrado pelos maus/corruptos? Se entendermos assim, então já adianto que não vou perder o meu tempo nesse trabalho.
Entendo que a obra procura retratar como é difícil manter tais objetivos, quando as adversidades, as traições, o lado obscuro da política vêm a tona. E, realmente, quem de nós nunca desrespeitou uma regra de trânsito? Mas será que podemos transformar o erro em regra? Será que temos que entender que o serviço público é ruim e terá que ser sempre assim? Será que o cidadão que paga todos os seus impostos em dia não tem direito de cobrar algo em troca, tendo que se conformar? Quer dizer que se ele tentar dizer que isso está errado, estará agindo como o Policarpo Quaresma, ingênuo e infeliz?
Todos esses questionamentos me fizeram, inclusive, lembrar as palavras de Rui Barbosa.
'De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto'
Entendo que a obra propõe justamente essa reflexão. Até que ponto vale a pena seguir um ideal?
Esses pensamentos é que me fizeram lembrar da obra. Enquanto discutíamos os objetivos da entidade, algo um pouco utópico e romântico surgiu. Mas, como comentei com o Ômar, só um pouco. Não queremos ser quixotescos. Apesar da proposta parecer impossível para a realidade atual, é preciso acreditar que sim, é possível. E, se nem nós estivermos acreditando nisso, então realmente não vejo um futuro muito promissor.
Estamos pensando em criar um site para o Instituto. Se esse nome prevalecer, desde já proponho que coloquemos um link explicando o porque do nome.
Em primeiro lugar, é uma homenagem a um escritor brasileiro. Em segundo lugar, poderemos explicar mais sobre o personagem e os pontos em que ele se identifica com os ideais da entidade.
Justificação feita por mim, Ômar:
O nome sugerido é 'Instituto Policarpo Quaresma'. Policarpo Quaresma é o protagonista da obra 'Triste Fim de Policarpo Quaresma', de Lima Barreto, que retrata o ambiente político da primeira república. Policarpo, entendido por muitos como 'Quixotesco' por sua ingenuidade, transpirava a sede de saber e de trabalho! Era um homem que acreditava em soluções práticas para problemas comuns, resgatando ou reafirmando a necessidade de uma cultura nacional, voltada principalmente para o engrandecimento do homem e suas obras!
A história 'triste' não difere dos dias atuais. Prova disso é o pequeno texto de abertura, escolhido pelo autor:
'O grande inconveniente da vida real e o que a torna insuportável ao homem superior é que, se para ela transportamos os princípios do ideal, as qualidades se tornam defeitos, de tal modo que freqüentemente o homem íntegro aí se sai menos bem que aquele que tem por causas o egoísmo e a rotina vulgar.' (Trecho de 'Marco Aurélio', livro do filólogo e historiador francês Ernest Renan [1823-92]).
Julgo que o que levou nosso personagem ao triste fim não foi exatamente sua ingenuidade em acreditar na grandeza de princípios da classe política dirigente, mas o fato de estar lutando só! A ingenuidade, que contém boa dose da pureza que aproxima do ideal, pode ser bem dosada e aproveitada se tivermos por companhia pessoas que já se sentiram sem esperanças por ver suas qualidades transformadas em defeitos, como muitos de nós! No entanto, em dado momento, Policarpo se desiludiu ao encontrar e entender a cruel realidade, e neste momento é que demonstrou a grande alma que era: morreu defendendo justo tratamento aos 'inimigos' capturados após o levante. Em seu fim, não foi ingênuo, mas íntegro até as últimas conseqüências; e foram últimas porque estava só! Se concordarem com o nome, nos uniremos a Policarpo Quaresma, e o final não será triste pois, sem perdermos a pureza, teremos boas companhias que tornarão menos tortuosos nossos caminhos!
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